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sexta-feira, 6 de julho de 2007

De uma família dilacerada

"Na última segunda-feira, 3 de julho, nossa querida KUKI foi vítima de uma tragédia que está mobilizando a opinião pública. Ela foi assassinada em meio a um tiroteio num assalto frustrado a um carro-forte.
Cristiana Cupini foi mais uma vítima do descado com a segurança pública e da impunidade. Não podemos cruzar os braços diante de mais esse absurdo.
Estamos iniciando um abaixo-assinado para que o projeto de lei que proíbe o transporte de valores em horário comercial seja votado e implantado com urgência, para que mais vidas inocentes não sejam ceifadas e famílias inteiras dilaceradas."

Eu não conheço Cristiana Cupini. Tenho alguns amigos que são próximos da família dela. Mas não faz diferença. Cristiana tinha 22 anos, trabalhava em uma loja de uma grande rede de departamentos, cursava Administração de Empresas em uma faculdade particular, tinha namorado. Tinha ido ao banco fazer um depósito. Familiar essa situação, né?! Poderia ser eu, meu irmão, seu irmão, você. Ela foi morta com um tiro na cabeça por um assaltante que fugiu. Isso é justo? Não.

Não podemos mudar os fatos. Mas podemos evitar que eles voltem a ocorrer. Há um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Porto Alegre, de autoria do vereador Professor Garcia (PPS), que restringe a circulação de carros-fortes em horário comercial nos locais de grande circulação de pedestres e próximo a escolas. Isso não evitará os assaltos a carros-fortes, mas poderá expor menos gente ao risco. O projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e deve ir a plenário em breve. O abaixo-assinado da família Cupini pretende agilizar esse processo. Eu vou assinar. Quem sabe, assim, evitamos mais famílias chorando a morte de seus queridos.

Um comentário:

Olivetti disse...

Excelente idéia desse vereador! Espero que ele tenha total apoio da população e, quem sabe, esse projeto não se espalhe pras demais cidades dos demais estados!
É triste ver como a violência está cada vez mais tomando conta da sociedade. Quantos mais sairão impunes? Quantos mais morrerão como forma de alerta para que algo seja feito? Quanto mais as pessoas jogaram a culpa uma nas outras ao invés de trabalharem juntas para uma solução?

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