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domingo, 26 de junho de 2011

Momento mulherzinha: esmalte da semana


A Fernanda Reali é uma fofa, que organiza a blogagem coletiva dos esmaltes.
O desafio da Fer pra essa semana era esmalte + livro, porque não basta estar linda por fora, tem que estar por dentro também.

Estou usando nas unhas o Inocense, da Impala, um lilás meigo porque eu estou numa vibe meiga. O livro é o que eu que eu acabei de começar a ler, Vozes da Legalidade - Política e Imaginário na Era do Rádio, de Juremir Machado da Silva.

O livro conta como aconteceu o Movimento pela Legalidade, que garantiu, há 50 anos, a posse do então vice-presidente do Brasil, João Goulart, na Presidência, deixada vaga com a renúncia de Jânio Quadros. O governador do Rio Grande do Sul à epoca, Leonel Brizola, correligionário e cunhado de Jango, enfrentou os militares e montou uma rede de rádio, a partir dos porões do Palácio Piratini (sede do governo gaúcho), conclamando a população a não aceitar outra atitude que não a posse de Jango. Um momento marcante da história republicana do Brasil.

Lá no blog da Fer tem outros livros e esmaltes, confere lá!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Na selva

Manhã de segunda-feira, início de uma semana curtinha, dia nublado. Não sabia que me depararia com momento de falta de civilidade tão absurdo - como é absurda toda falta de civilidade.

Peguei minha lotação, como de costume. Faltando uns 10min para chegar ao meu destino, motorista da lotação tenta ultrapassar um Uno branco, que trafegava lentamente no meio da pista. Uno não dá o lado para a lotação. Lotação da sinal de luz. Nada. No próximo cruzamento, Uno corta a frente da lotação, parando no meio da rua. Motorista desce enfurecido, perguntando "pq está com tanta pressa?!". Ora, lotação tem hora para chegar e sair, não parece óbvio?! E começou o bate-boca. Eu ainda tentei dizer algo lógico, para que a civilidade prevalecesse: "ai, desvia desse doente e toca o barco, precisamos trabalhar". Solenemente ignorada.

Motorista do Uno do lado de fora, motorista da lotação do lado de dentro. Quando o da lotação levantou com o extintor de incêndio na mão, eu me assustei. Parecia cena de filme, surreal. Ele mesmo se deu conta do que poderia acontecer se usasse o extintor. Desistiu. Pegou um capacete que tinha ao lado do seu banco. E já desceu da lotação batendo.

Dois homens adultos engalfinhados no meio da rua, feito dois moleques. Porque um tentara passar pelo outro na rua. Pessoas como essas, se têm armas, atiram.

Enquanto eles se batiam, a outra passageira ligou para a Brigada Militar. Antes que chegasse, cinco cidadãos que assistiam à cena conseguiram separá-los. Motorista do Uno entrou em seu carro e foi embora. Motorista da lotação retomou a direção e seguiu seu caminho. Ambos amarrotados, sujos, tendo batido e apanhado. Será que se sentiram melhores?

Eu não. Me senti na selva. Não consegui sequer reagir à briga, de tão estupefata fiquei. Como é que dois seres humanos adultos praticam tamanha sandice, por motivo tão banal?! Como é que se agarram a socos e pontapés apenas porque estavam com pressa para chegar a algum lugar?! Como é que o trânsito vai funcionar se abriga selvagens como esses?!

E o pior: um deles é motorista P-R-O-F-I-S-S-I-O-N-A-L. Ou seja, está todos os dias nas ruas, sujeito a ser provocado, fechado, ultrapassado e etc. E como ficamos nós, passageiros, diante de tamanho descontrole?! E se o motorista do Uno tivesse uma arma? Eu estava sentada em frente à porta, confesso que fiquei com medo de ser atingida durante a briga.

Como minha obrigação de cidadã, registrei queixa sobre a atitude do motorista da lotação, que não poderia, de forma nenhuma e sob pretexto nenhum, ter aceito a provocação do outro. Provavelmente não dará em nada. Fica aqui o meu registro. E o meu protesto.

UPDATE
A Porto Seguro Seguros está fazendo a campanha Trânsito mais gentil. Muito apropriado. Muitos acidentes seriam evitados se as pessoas fosse apenas mais gentis umas com as outras, sem competir. Informações aqui.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dia do Jornalista - parte 1

Esse blog anda desatualizado, eu sei. Há vários textos começados, uma hora eu termino.
Mas não vai ser hoje. Eu PRECISO compartilhar um e-mail que eu recebi hoje, 7 de abril, Dia do Jornalista. E ele não cabia no twitter!

Parabéns pelo dia do jornalista. Para mim tu és a jornalista!
Tenho muito orgulho da profissional das palavras e das letras que tu és. Continua. Vá em frente que a luta vai ficando mais difícil mas também as vitórias são mais compensadoras. Eu sempre aprendo contigo!
Gosto da tua pose, do teu texto, da tua segurança, da tua cultura e do teu conhecimento. Que bom que te ofereci revistinhas da Mônica....

Um grande beijo.
Sou tua fá numero um!

Mãe


Não é de chorar de fofo?!
Mãe, certamente és a minha maior incentivadora. Sempre. E sei que o hábito de ler jornais, revistas, livros e tudo que caísse na minha mão - fundamental para o exercício da profissão - adquiri contigo. Também o hábito de ser interessada, disposta para o trabalho, gentil no trato com os colegas e clientes. E muito outros hábitos. Muito obrigada.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Os donos da rua


Precisei ir a um compromisso na Assembleia Legislativa do Estado nesta sexta-feira (21), na hora do almoço. Fui de carro, já que às sextas-feiras o trânsito consuma ser tranquilo pelas redondezas. Eu disse "costuma".

Um lado da Praça da Matriz - onde se localiza a ALERGS - tem proibição de estacionar, por ser ponto de táxi e de ônibus. Mas ainda havia três lados!

Fui direto pra uma área em frente à Catedral, onde há uma placa informando que são permitidos apenas carros oficiais. Como já fiquei dezenas de vezes ali, com carro oficial, sem ter onde estacionar em função das dezenas de carros particulares, sabia que a placa era solenemente ignorada. Qual foi a minha surpresa quando um agente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) - os populares azuizinhos - não me deixou pôr o carro ali e nem passar para tentar encontrar outra vaga. Bom, versada nas artes da lábia, convenci o moço a, pelo menos, me deixar passar.

OK, vamos procurar uma vaga em frente ao Theatro São Pedro. Ali, a despeito de todas as vagas estarem desocupadas, caminhões da Brigada Militar, do Exército, ambulância e o que mais se puder imaginar de aparato militar impediam a aproximação.

Questinando um cidadão que se apresentou muito cheio de poderes, o rapaz fardado me explica que o espaço está bloqueado por uma questão de segurança nacional, visto que o vice-presidente da República encontra-se próximo (descobri depois que o Michel Temer estava na Assembleia recebendo uma medalha que tenho minhas dúvidas sobre o mérito, enfim...).

Enquanto eu fazia um milhão de perguntas, o tal fardado ameaça me prender por desacato à autoridade! Eles tomam conta da rua, não fazem nenhuma sinalização nem próximo ao local, e o cidadão que paga seus impostos - e, consequentemente, o salário daqueles todos - não pode sequer ser informado do que está acontecendo!

Fiquei muito indignada. OK que o vice-presidente precise de medidas de segurança - deve ter mesmo um monte de gente querendo atirar uma bomba nele, ainda mais depois de conhecerem a "viúva" -, mas o resto do mundo não pode parar por isso. É muito complicado colocar um agente orientando as pessoas?! Custava um mínimo de preocupação com quem não estava ali a passeio?!

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