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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Povo de virtudes

Estive ontem (14) em Santa Cruz do Sul, Vale do Rio Pardo, aqui no RS. Eu já conhecia a cidade - pelo menos a parte central - e achava bonita, organizada, limpa. São cerca de 130 mil habitantes, colonização alemã, forte indústria fumageira a 147 km de distância de Porto Alegre

Uma das delícias do meu trabalho atual é poder visitar muitos dos 496 municípios do meu estado e ver como tem lugar lindo, gente trabalhadora e problemas a serem resolvidos.

Da Capital, acabamos traçando uma imagem na nossa cabeça de como é a vida, como são as pessoas, como vivem em cada região desse estado que é quase um país de tão grande e diverso. E essa imagem geralmente é apenas um pré-conceito. Há sempre pobres e ricos, brancos e negros, assistidos pelo estado ou não. E é muito bacana conhecer esse outro lado, por trás do cartão postal.

Tenho visitado os bairros mais violentos de cada município. E seja em Santa Cruz do Sul, Santo Angelo, São Luiz Gonzaga, Pelotas, Esteio, Alvorada, Montenegro ou Torres, seja nas Missões, Litoral, Região Metropolitana ou Zona Sul, há pessoas trabalhando para melhorar a vida naquelas comunidades. Há sorrisos nos rostos das crianças. Há esperança.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mães blogueiras, mães protetoras


Uma das coisas que me deixa mais irada em jornalistas - tá, e nas pessoas em geral - é falta de ética. Quando a atitude antiética é contra coisas em que eu acredito, aí eu fico FULA.

Imagina só o seguinte diálogo, que aconteceu mais ou menos assim:
A "jornalista": - Oi, Mãe Fulana, eu sou Luisa Alcantara e Silva, da Folha de São Paulo, e estou fazendo uma matéria a respeito das mães que mantêm blogs sobre os seus filhos. Você pode me dar uma entrevista?
A Mãe Fulana, mega feliz de divulgar uma coisa tão querida por ela e tão importante para o seu próprio aprendizado como mãe, responde: - Claro, querida, venha na minha casa que conversamos.

Após isso, a Mãe Fulana se depara com esta matéria: Mães colocam crianças em "Baby Brother" na internet; especialistas criticam. Oi? Fácil imaginar como esta mãe está se sentindo.

Luisa tinha todo o direito de fazer sua matéria, inclusive alertando para os riscos da exposição das crianças - coisa com que todas nós, mães blogueiras, nos preocupamos. Mas ela não podia ter enganado a fonte dela! Luisa moldou as falas à sua pauta, enquanto deveria fazer o contrário. Se a Giovana soubesse que o foco da matéria era esse, poderia ter explicado os cuidados que ela toma, a preocupação que ela tem. Mas a tal da jornalista simplesmente ignorou isso, esquecendo o preceito mais básico do jornalismo: ouvir o outro lado. Ela não ouviu o lado da Giovana. Simplesmente, com seu texto, a acusou de - no mínimo - leviana, sem nem chance para ela se defender. Essa profissional conseguiu contrariar os princípios éticos do jornalismo e das mães de uma tacada só!

Escrevemos em blogs para trocar ideias e experiências, para vermos que não estamos doidas - pelo menos, não sozinhas - ao passar por todos os desafios da maternidade. Fazemos isso por nossos filhos, justamente para educá-los de uma maneira melhor. (Nossa, eu já aprendi tanto com minhas amigas virtuais que teria que fazer uma sequência de posts só para contar os cases.) É claro que a segurança e a preservação da intimidade deles nos preocupa, falamos sobre isso também. E gostaríamos de ter orientações adequadas a respeito. A-D-E-Q-U-A-D-A-S, não com o preconceito e a falta de conhecimento que demonstraram os especialistas consultados pela Folha.

Esperamos que, na próxima vez que for escrever uma matéria, Luisa tenha mais cuidado.

Indignação coletiva

Temos uma rede de mães que se comunica por twitter e blogs e o grupo todo se solidarizou com a Giovana. Várias menções das twiteiras e posts nos blogs, afinal todas nós nos sentimos desrespeitadas. Abaixo, alguns textos:

- O caso Giovana - por Dani Donda
- Um protesto em favor de todas as mães blogueiras, por Calu, da Rede Mulher & Mãe
- Protesto em favor das mães blogueiras, por Keka
- Pseudojornalistas, por Nanda Becker
- Sou mãe. Sou blogueira. Com muito orgulho., por Tatiana Alves Passagem


UPDATE:
A ombudsman da Folha, Suzana Singer, respondeu e-mail da Tatiana Passagem sobre o assunto e pediu esclarecimentos. Na edição deste domingo, publicaram um mea culpa. Achei bacana a iniciativa: se erraram, é bom reconhecer. Aqui post da Rede Mulher & Mãe com a matéria!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Adeus ao alicate


Eu amo esmaltes. Descobri essa variedade incrível de cores e possibilidades que o mercado está despejando no colo das mulheres de uns tempos pra cá e me viciei, tipo assim como viciei no Twitter! E é de lá que vêm muitas das informações que eu recebo sobre novidades, tendências, avaliações, etc.


Existem diversos sites e blogs sobre o assunto na web, é só procurar. O meu blog referência é o Unha Bonita, da Daniele Honorato. Dá vontade de ficar amiga dela de tão fofa que ela é. E a guria é DOIDA por esmaltes, realmente doida - são mais de mil vidrinhos. Ela posta lançamentos, experimenta cores, dá dicas, superbacana mesmo.


Então, lá no UB eu sempre lia ela comentar sobre o fato de não tirar as cutículas com alicate. E ficava meio curiosa. Pô, a peça chave de qualquer manicure é o alicate, não?! Pois é, talvez não. Segundo a Dani, existem um monte de vantagens em não tirar a cutícula, sendo uma delas a diminuição no tempo que leva para fazer as unhas. Eu sempre gostei de tirar a cutícula, cavocar com o alicate, acabava deixando os dedos machucados e feios. Além disso, as cutículas em ordem são fundamentais para um bom acabamento da pintura. Bom, claro que me interessei.


Li o post dela sobre o tema (clica aqui e lê também!) e segui o passo a passo no fim de semana. Hoje é quarta e eu consegui ainda não mexer nas minhas cutículas. Sabe que elas nem estão tão imensas e esquisitas como eu achei que ficariam?! Vou continuar firme no propósito de não tirar as cutículas. Se até o fim do verão eu resistir e concordar que fica bom, adoto de vez a técnica e adeus ao alicate

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Parando o tempo

Terça-feira, 7h, eu acordo sem esperar o despertador tocar. Naquela preguicinha do início do dia, fico uns minutinhos rolando na cama. De repente, escuto baixinho "mamãe?!". É a senha para levantar e visitar o quarto ao lado. Valentina já está acordada, sentada na cama, fazendo perguntas. Sim, ela tem só dois anos, mas já é uma matraca. Fiquei ali com ela um pouquinho, conversando, até ela pedir o tradicional chazinho da manhã, que eu já tinha deixado pronto, na minha mesa de cabeceira.

Lá fomos nós duas para a minha cama. Deitei de novo, dei o chazinho e fiquei ali,curtindo o cafuné mais delicioso, que só aquelas mãozinhas miúdas, gordinhas e macias conseguem fazer. Que delícia. Curtimos a presença uma da outra. Cantamos, conversamos.
Claro que, depois, precisei dar uma certa corrida pra não me atrasar, mas tudo bem: valeu cada segundo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Amamentação: eu sou a favor

Rolou um papo via twitter hoje sobre amamentação - ou a falta de. Uma estudante de medicina, mãe, estaria dando complemento para o seu bebê por considerar o próprio leite fraco. Galera, não existe leite fraco!!! O leite da mãe é na medida da necessidade do filho e a produção de adapta ao consumo.

Fico CHOCADA quando sei de notícias como essa. Aliás, sempre que vejo qualquer mãe com dificuldade para amamentar, me dá vontade de passar uma semana com ela, todos os dias, para dar um jeito de ela conseguir.

Minha mãe diz que eu sou exagerada, que nem todo mundo amamentou com a facilidade que eu. De fato, eu tive muito leite. Não, eu tive MUUUUITO leite. Horrores. Se Valentina começava a mamar e largava o peito pra olhar pro lado, ficava jorrando. Tinha vezes que eu até me irritava porque sujava todas as minhas blusas e aquelas conchas só pioravam, porque pressionavam exatamente onde mais fazia sair leite. Devido ao excesso de leite, tive três mastites, de precisar tomar antiinflamatório e antibiótico, e uma vez, aos dois meses da Vale, tive fissura no bico do seio. E isso dói.

Apesar dos perrengues - e das restrições que isso significa -, amamentei até a Valentina ter um ano e meio. E não me arrependo. Apesar de ter nascido prematura, ela é uma criança forte, saudável, que come de tudo. E continua tomando leite como uma terneirinha. E era delicioso amamentá-la.

Mas eu desconfio que, exceto nos casos de doenças, deformidades e afins (conforme pode-se ler neste ótimo post), a principal causa das mães não amamentarem está nas suas cabeças. Seja pelos mitos que escutaram, pela falta de apoio do pai e de toda a família, pelos atropelos do início. Sim, nas primeiras vezes, seu útero volta para o tamanho usual com mais força durante a amamentação e dá uma coliquinha, mas eu garanto que passa rápido. Sim, nas primeiras sugadas do seu filho, vai dar uma doída, mas é pouco e também passa. Sim, dá muuuuita sede. E muuuita fome. Não, nem sempre você está com paciência de ficar 30, 40 min paradíssima sentada para que seu filho conclua a refeição. Mas isso é tão pouco perto da delícia de amamentar e do bem que faz para o bebê que qualquer mãe precisa experimentar! Mas experimentar mesmo, com vontade, com alegria, com fé, com cuidado.

E se ainda assim não rolar, paciência. Você não vai ser menos mãe por não ter conseguido. Talvez seja por não ter tentado.

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