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quinta-feira, 10 de junho de 2010

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Fiquei cansada daquele visual do blog e, em homenagem à Seleção Brasileira, optei por esse em tons de verde e amarelo!
Mudar faz bem!!

Meritocracia: uma saída para a qualidade?!

Está em debate no RS a instituição de mecanismos de avaliação do trabalho dos educadores, atrelada a benefícios concedidos por mérito. Um sistema de meritocracia para a educação gaúcha.

Não conheço o projeto na íntegra, mas a discussão me lembra do tempo do colégio. Cursei o ensino médio em uma escola estadual de Porto Alegre e, oriunda da rede privada, ficava revoltada com o descaso daqueles professores com os alunos e o processo de aprendizagem. Salvo raras exceções, tínhamos aulas burocráticas, todas idênticas, sem interação, sem troca, sem estímulo. O que mais me doía era a frase recorrente dos "mestres": se não quiseres fazer/aprender, tudo bem, meu salário está garantido. Ei, não era isso que eu compreendia por educação!

Estava acostumada com professores preocupados em formar cidadãos. Com aulas diferentes, instigantes. Com saídas de campo para ver o mundo do lado de fora. Com visitas a museus, centros culturais, espaços de tecnologia, na companhia de professores empolgados com o que estávamos vendo, seguros do conteúdo. Lembro de alguns trabalhos de escola da 6ª, 7ª série até hoje.

Cadê, nos profissionais da rede pública, aquele brilho no olho quando ensina? Onde está a preocupação com o aluno que costumava tirar boas notas e, de repente, começa a cair de rendimento? Na escola pública, era só mais um...

Claro que o ensino não é uma mercadoria, que alguém tenha que bater meta de vendas. Mas qualidade é importante e precisa ser buscada tanto pelos governos quanto pelos profissionais - nem vou falar dos papel dos pais e dos alunos, isso exige um post exclusivo.

Oferecer incentivos para qualificação e ferramentas adequadas de trabalho dão ao governo a prerrogativa de exigir qualidade. Mas os dois lados precisam andar juntos. Sob pena de continuarmos tendo analfabetos funcionais e profissionais que só frequentam as escolas pelo parco salário do fim do mês.

Educação de qualidade é uma soma de diversos fatores - infraestrutura adequada, remuneração digna, qualificação dos profissionais, envolvimento da família, entre outros. Sintonizar todos eles é um desafio. E precisa começar por algum lugar.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Desmamando - parte II: O império contra-ataca!


E segiu o processo de desmame.

Durante a sexta-feira, a rotina foi igual ao dia anterior. Tudo sem problemas. E a noite chegou.
Rotininha básica: janta, brincadeira, banho, música, chá. E Valentina não quis o chá. Nem o leite. Coloquei o bico na boca, enrolei no cobertor e fiquei com ela no colo. Em 40 minutos, Valentina dormia. Vitória!? Pior que não.

Veio a madrugada. A mocinha acordou às 3h e pediu mamá. Eu não dei, ofereci chá, ela não quis. Chorou, chorou, chorou... Nossa, não vou nem entrar em detalhes que é pra não sofrer de novo. Mas ela chorou muito. Eu quase desisti. Só não o fiz por lembrar das recomendações do livro Segredos de uma Encantadora de Bebês, segundo o qual qualquer rotina precisa de três dias para que os bebês se acostumem. Como a Valentina tinha dormido só com o bico antes e ainda era o segundo dia, considerei isso um progresso e me mantive firme: sem amamentar.

Ela pediu uma "bolala" (=bolacha, biscoito), eu dei. Ela gritou mais um pouco pelo mamá. Minha mãe levantou da cama, me ajudou a preparar um chá e eu dei, insistentemente. E Valentina tomou. E dormiu. Claro que isso já era quase 5h da manhã.

Esse dia foi muito difícil. Ver a minha filha chorar é muito dolorido, por mais que eu soubesse que ela não estava com dor ou com fome, com nada físico. Era apenas uma vontade sua não atendida.

Minha mãe também ficou muito mal. Me pediu para desistir, que não aguentaria outra noite como essa. Me senti um lixo. Já me sinto mal por ter transformado a vida dela tão radicalmente com a chegada da Valentina, considerando que moramos com ela. Sem o apoio dela, fiquei bem perdida.

Passei a sexta-feira um fiapo humano. Tinha marcado horário para cortar o cabelo, mas nem isso me animou. Aliás, a bee estava meio atacada e não deixou meu cabelo como eu queria.

Ferramentas novas

Como não adiantava ficar choramingando, resolvi utilizar outras estratégias. Comprei a mesma marca de leite que a Valentina tomava na creche (onde ela toma liiitros de leite), comprei duas novas mamadeiras, com bico mais adequado, e ainda adquiri duas novas chupetas.

Minha mãe foi pro Litoral, o que foi ótimo, pois a ansiedade dela já estava me desestabilizando.

Seguimos nossa rotina noturna de jantar, brincar, tomar banho. Valentina pediu a música enquanto eu vestia o pijama, tomou a mamadeira de leite e dormiu. Acordou no meio da noite, pediu mamá, dei a mamadeira e ela voltou a dormir. Três vezes na madrugada!

PAUSA: Não pretendo dar leite para a guriazinha durante a madrugada forever. Como ela estava acostumada a acordar no meio da noite e ir direto para a amamentação, vamos tirar uma coisa de cada vez, né! DESPAUSA

E assim se seguiu dia após dia.
Aos poucos, fui tirando as mamadas da noite.

E a glória: uma noite dessas, ela ceio até mim e disse: "Mamãe, mamá naná" e foi correndo pro quarto dela!

A glória das glórias: essa noite, mamou antes de dormir e só acordou às 7h pedindo mamá!

Persistência e paciência são virtudes!!!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Desmamando


Comecei nesta quarta-feira (26) a desmamar a Valentina. Esse é um processo que eu pretendia ter começado antes, mas sabia que seria difícil, então esperei estamos preparadas.

PAUSA A minha filha tem um ano e meio, mamou exclusimente no peito até os 5 meses, já come de tudo e mais a ração do gato. Conversei com as duas pediatras que a atendem - uma homeopata e uma tradicional - e ambas me apoiaram. Ou seja, se alguém entrar aqui para criticar a minha atitude, pode dar meia volta. Fiz isso conscientemente, após muito ponderação sobre prós e contras. E eu sei o que isso significa pra mim. DESPAUSA

O dia de desmame da Valentina começou às 8h, quando ela levantou, pediu o mamá e eu não dei. Disse que não tinha mamá e que tomaríamos outra coisa. Ela não deu muita bola - até porque eu já vinha tirando essa mamada da manhã - e tomou chá.

No carro, ela pediu de novo. Não sei qual é o dispositivo que tem na cabeça dela que diz que carro é lugar de mammar, mas é só ela entrar no carro e, pimba!, pede. Neguei de novo, mostrei os auaus na rua (que ela AMA) e o dia seguiu. Deixei-a na creche com um beijão estalado e tudo certo.

No fim da tarde, fui buscá-la na escolinha. De novo, ao entrar no carro ela pediu. Eu disse que não tinha mamá e ela novamente se distraiu com os cachorros, pombos e qualquer coisa que se mexesse do lado de lá da janela.

Mas a hora de dormir estava chegando. E eu ia lutando para não ficar ansiosa, tensa, tendo chilique ou seja lá o que é permitido às mães terem. O grande "problema" sempre foi a hora de dormir, porque Valentina encasquetava (oi? tenho 90 anos e digo encasquetar) de não dormir sem o leitinho da mamãe.

Brincamos muuuito, rimos muuuito, ela jantou. Fiz um balde de chá - há relatos do pai dela e da minha "assistente" terem conseguido fazê-la dormir com chá, tipo, uma vez cada um deles... - e deixei uma mamadeira de leite pronta.

Hora de ir para o quarto. Vou poupá-los das minúcias com um resumo: ficamos hoooras lá ouvindo "muca" do CD de nanar, conversando, brincando com os bicos (doiX, como ela diz) - bico, por aqui, é como se chama chupeta, tá.

Valentina pediu ainda mamá, eu disse que mamãe não tinha mais, ofereci na mamadeira (que ela só não cospiu fora porque é uma menina educada) e se acertou com o chá.
Isso deve ter durado umas duas horas e meia. Até que ela dormiu, tomando chá e segurando meu cabelo.

Vitória parcial, ainda tinha a madrugada

Minha filha sempre acorda uma vez na noite pra mamar. Dessa vez, acordou às 5h e começou tooooda a maratona de ouvir muca, brincar com os bicos, tirar meia, colocar meia, trocar fralda... Até que às 6h15min ela dormiu de novo, de novo tomando chá.
Bom, acho que foi um bom primeiro dia de desmame, apesar de eu estar um caco. Segurar aquela guriazinha fofa de 10kg por todo esse tempo me fez querer voar para a academia de novo! Brincadeiras à parte, vamos aguardar cenas dos próximos capítulos.

UPDATE: Segundo matéria do site www.guiadobebe.com.br, "a Organização Mundial de Saúde, a Sociedade Brasileira de Pediatria e os principais órgãos de saúde e defesa da criança recomendam alimentar o bebê exclusivamente com leite materno até os seis primeiros meses e continuar a amamentar até o primeiro ano da criança." Feito!!! Para ler a matéria toda, clica aqui.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os políticos e o twitter

A politicada ainda não entendeu que os tempos mudaram, a ditadura - e a censura - acabaram, a internet é uma realidade e o que eles fazem É SIM da nossa conta?!?! Pois é, sr. Temer, está na hora de compreender isso.
Aliás, que bom que a internet está sendo usada para distribuir informação que, até então, ficava restrita ou precisava, necessariamente, passar pelo crivo de editores e chefes de redação.
E viva o Twitter!

Do Correio do Povo de hoje

Temer se irrita com deputado "twiteiro"
Uma reunião de líderes partidários com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), para tratar da pauta de votações foi parar na Internet e deixou alguns parlamentares irritados. O deputado Capitão Assumção (PSB-ES) postou mais de 40 mensagens no Twitter, revelando o que cada líder falou a respeito da proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria o piso salarial para policiais civis e militares. Por causa da indiscrição, Assumção foi advertido por Temer. "Isso não é útil para a harmonia da Casa", disse Temer.

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