Tô precisando escrever. Expôr. Jogar pra fora. Só o Facebook tá pouco.
Bora tirar o bloguito dessa preguiça!
Marla Gass
escrevendo...
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Uma máscara pra mim
"Sabe aquilo que falam, na hora do voo, que, se acontecer uma pane, primeiro coloque a máscara de oxigênio em você e depois na criança? Eu sempre pensava: “Por que não antes na criança?”. Depois é que percebi: se o adulto não está bem, como vai cuidar da criança? Eu ainda estou na busca de colocar a máscara primeiro em mim. Quando você quer dar conta de tudo, quer é não fazer feio para os outros. Acontece que às vezes faz feio para você mesma" - Laís Bodanski
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Blogagem coletiva – Os desafios de ser Mãe Solteira
(Ai, “mãe solteira” eu acho tãããão década de 50 do século passado. Mas, na falta de expressão mais eficiente, vai essa mesmo...)
Praticamente toda mãe que eu conheço é um ser que convive com a culpa e com as dúvidas. A culpa de não estar fazendo tudo que podia, de trabalhar fora, de não trabalhar fora, por ter tido outro filho e não dar atenção ao primeiro, por não ter tido outro filho e não ter dado um companheiro para o primogênito, etcetcetc. E as dúvidas sobre o choro, a escolinha correta, a melhor babá, a hora de repreender, a hora de dar colo e mais um bilhão que eu nem vou listar aqui porque não caberia – sempre tem uma nova!
E temos os dilemas da Mãe Solteira.
A mãe solteira convive com todas essas culpas e ainda a de não oferecer a família Doriana para seu filho – mesmo que isso nem seja “culpa” dela. E mais tudo que isso acarreta: as decisões tomadas sozinha, a falta de colo para ela própria, a responsabilidade por TUDO que envolve a criança, desde fazer até carregar as malas numa viagem, por exemplo. E isso cansa um pouco. Mentira, isso cansa muito.
PAUSA: No mundo perfeito da minha cabecinha, um casamento é uma relação de apoio, troca e companheirismo. Portanto, nele, as decisões sobre a cria são tomadas pelo casal, o pai e a mãe são marido e mulher ainda, se apoiando, se ajudando, se agarrando quando dá (ops!). Se no seu casamento não é assim, desculpaê, não é nada pessoal. Nunca casei, então me dou o direito de viajar. DESPAUSA
Ainda tem os conflitos internos. Sair pra balada enquanto meu filho fica com babá ou avó é legal? E namorar, dá? Será que não seria melhor relevar tudo e ficar com o pai da cria para que ele cresça com os dois juntos, próximos, presentes? Mas será que vale sacrificar a felicidade da mãe por uma escolha que, de fato, não se sabe onde vai dar? Uma criança pode conviver com uma mãe que não se realiza?
Pensando em tudo isso, estabeleci comigo alguns parâmetros. E é dentro deles que norteio as minhas decisões sobre as coisas do dia a dia. Parâmetro 1: minha filha precisa de uma mãe feliz e realizada – ou realizando-se. Partindo disso, sei que trabalhar é uma condição inegociável para mim, não só pela grana, mas também porque eu ADORO trabalhar fora. Ainda que canse, que tenha vezes em que eu prefira ficar em casa enroscada na minha gatinha. Ao colocar na balança, o saldo é positivo. Parâmetro 2: tempo com a Valentina precisa ser dela. Logo, ir pra balada com ela em casa, para no dia seguinte eu estar um caco e não conseguir dar atenção pra ela, NÃO ROLA. Sim, só saio quando a Valentina está na casa do pai dela. E isso me deixa mais tranqüila pra sair sem culpa porque sei que ela está com a única pessoa que é tão responsável por ela quanto eu, alguém que cuida dela direitinho e com quem ela gosta de estar.
Relacionamentos rendem um post específico. Claro que, para estar comigo, o cidadão precisa saber e compreender que a Valentina é a prioridade das prioridades. Graças aos céus, os tempos e os homens estão evoluindo e eu não tenho visto grandes dificuldades com relação a isso. Aquele papo de que mãe solteira é a escória dos relacionamentos é tão década de 50 do século passado quanto a própria expressão.
Well... Ser mãe é um desafio. Para as bem casadas, as mal casadas, as viúvas, as solteiras, as separadas. E é um delicioso desafio porque traz delícias em maior proporção. E, no fim, é isso que vale. A gente se descabela, chora no ombro das amigas mais experientes (né, Tati Passagem), ri com as que estão na mesma fase (c/c Vanessa Ardisson e Tenikey) e até se dá o luxo de aconselhar as que estão começando. Como tudo que essa mulherada faz: de salto alto e cheias de amor!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Viajar com filha - destino: São Lourenço do Sul
Viajar com minha filha é sempre um desafio. Requer planejamento, jogo de cintura e vontade de relaxar! Geralmente, tem muita coisa pra carregar e, por mais que eu costume viajar com a minha mãe junto, ela é uma senhora já. Portanto, a carregadora oficial de malas e apetrechos sou eu.
Valentina está com praticamente três anos. Não usa mais fralda, toma leite de caixinha ou em pó. Isso tudo reduz a quantidade de bagagem. Por outro lado, tem 253 bonecas, bonequinhos, carrinhos, bolas e afins de que não se separa. E, nos últimos tempos, ainda ganhou um laptop da "Báibi", como ela chama.
Neste feriadão, fomos as três para São Lourenço do Sul, cidade a 190 quilômetros de Porto Alegre em direção ao sul do Estado. Banhada pela lagoa dos Patos, integra a Costa Doce, região de praias da própria lagoa.
Acompanhem os desafios e as escolhas. Bon voyage!
O hotel
A escolha do hotel é fundamental para garantir a tranquilidade de uma viagem com criança. Escolhi uma pousada com bangalô, piscina, muita área verde e uma pequena pracinha, chamado Hotel Pousada Verde Água.
O detalhe que me desagradou quando cheguei lá foi o fato de não ter cerca em volta das piscinas. Valentina até é bem disciplinada com relação aos perigos, mas precisei, em alguns momentos, mantê-la dentro do bangalô, com a porta fechada, para garantir sua segurança.
Apetrechos
Como todo hotel tem frigobar, optei por levar algumas coisinhas para o lanche da Valentina - apenas o café da manhã era no hotel. Leite, danoninho, biscoitos, pãezinhos e frutas ficaram lá na geladeirinha, à nossa disposição. E foram bastante utilizados!
Como haveria uma viagem de três horas de carro e algumas noites sem programações de passeio, gravei alguns filmes no meu netbook. Ela não viu no carro porque dormiu na ida e na volta - graças! O que não me livrou dos 245 replays de "Os Smurfs", mas ainda acredito que foi uma boa ideia.
Trajeto
Três horas de viagem. Pra mim, tranquilo - já viajei 40! Mas sabia que pra Valentina seria chato. Por isso, programei a hora de pegar a estrada conforme a hora da soneca dela da tarde. Assim, garanti que pelo menos uma parte desse período ela ficaria dormindo. Na volta, ela acordou cerca de 1h antes de chegarmos em casa. Aí, tinha música, bonecas e biscoitos pra ela se distrair. Tudo tranquilo (exceto o fato da minha mãe ter apertado o próprio dedo na porta quando paramos para ir ao banheiro, mas não foi nada de grave, só o susto).
Valentina fez amiguinhos, se divertiu, tirou fotos e nós conhecemos um lugar fofíssimo, aonde quero voltar. A viagem foi um presente meu de aniversário para a minha mãe. E ela me garantiu, na volta, que amou! E cheguei à conclusão de que viajar com criança requer, antes de qualquer coisa, disposição! ;-)
Valentina está com praticamente três anos. Não usa mais fralda, toma leite de caixinha ou em pó. Isso tudo reduz a quantidade de bagagem. Por outro lado, tem 253 bonecas, bonequinhos, carrinhos, bolas e afins de que não se separa. E, nos últimos tempos, ainda ganhou um laptop da "Báibi", como ela chama.
Neste feriadão, fomos as três para São Lourenço do Sul, cidade a 190 quilômetros de Porto Alegre em direção ao sul do Estado. Banhada pela lagoa dos Patos, integra a Costa Doce, região de praias da própria lagoa.
Acompanhem os desafios e as escolhas. Bon voyage!
O hotel
A escolha do hotel é fundamental para garantir a tranquilidade de uma viagem com criança. Escolhi uma pousada com bangalô, piscina, muita área verde e uma pequena pracinha, chamado Hotel Pousada Verde Água.
O detalhe que me desagradou quando cheguei lá foi o fato de não ter cerca em volta das piscinas. Valentina até é bem disciplinada com relação aos perigos, mas precisei, em alguns momentos, mantê-la dentro do bangalô, com a porta fechada, para garantir sua segurança.
Apetrechos
Como todo hotel tem frigobar, optei por levar algumas coisinhas para o lanche da Valentina - apenas o café da manhã era no hotel. Leite, danoninho, biscoitos, pãezinhos e frutas ficaram lá na geladeirinha, à nossa disposição. E foram bastante utilizados!
Como haveria uma viagem de três horas de carro e algumas noites sem programações de passeio, gravei alguns filmes no meu netbook. Ela não viu no carro porque dormiu na ida e na volta - graças! O que não me livrou dos 245 replays de "Os Smurfs", mas ainda acredito que foi uma boa ideia.
Trajeto
Três horas de viagem. Pra mim, tranquilo - já viajei 40! Mas sabia que pra Valentina seria chato. Por isso, programei a hora de pegar a estrada conforme a hora da soneca dela da tarde. Assim, garanti que pelo menos uma parte desse período ela ficaria dormindo. Na volta, ela acordou cerca de 1h antes de chegarmos em casa. Aí, tinha música, bonecas e biscoitos pra ela se distrair. Tudo tranquilo (exceto o fato da minha mãe ter apertado o próprio dedo na porta quando paramos para ir ao banheiro, mas não foi nada de grave, só o susto).
Valentina fez amiguinhos, se divertiu, tirou fotos e nós conhecemos um lugar fofíssimo, aonde quero voltar. A viagem foi um presente meu de aniversário para a minha mãe. E ela me garantiu, na volta, que amou! E cheguei à conclusão de que viajar com criança requer, antes de qualquer coisa, disposição! ;-)
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Ninguém?! Não. Comigo.
Faz um tempo que me pergunto porque namorei tão pouco. Não, não que eu tenha ficado sozinha durante muitos anos, mas tive poucos namorados, de apresentar para os pais e levar nas festas de família.
Lendo este texto, da ótima Tati Bernardi, acho que entendi.
Lendo este texto, da ótima Tati Bernardi, acho que entendi.
Ninguém
Sapato baixo, calça larga e cabelo preso. Esquentou e seus ombros tensos agradecem. Que cara bonita é essa? Já logo no elevador. Ah, devo ter dormido bem. Bom dia, bom dia. Olha, você está muito bonita hoje. Um fala, outro concorda. E pelos corredores, sorrisos dão continuidade aos elogios. O que é?
Que segredo ela guarda? Que novidade é essa? Na cozinha perguntam: novo amor? No estacionamento perguntam: voltou com alguém? No restaurante, na hora do almoço: é alguém novo? Cruza com um namorado antigo "nossa, você tá muito... é o quê? Sexo? A noite toda? Conta, vai, eu agüento ouvir". Contar o quê? No espelho, enquanto escova os dentes, fecha os olhos e sabe pra si o segredo: ninguém. Não gostar de ninguém.
Nada. Nem um restinho de nada. Nem de tudo que acabou e nem de nada que possa começar. Nada. Pouco importa qualquer outra vida do mundo. Não é nem pouco, é nada mesmo. Um dia inteiro para achar gostosas coisas bobas como um pacote de pipoca doce, um tênis pink ou a hora do banho quente com músicas recém baixadas e o tapetinho vermelho. Um dia inteiro sem escravidão. O celular, o e-mail, o telefone de casa, o ar, o interfone, a rua. São o que são e não carrascos que nada dizem e nada trazem. Um coração calmo, se ocupando de mandar sangue para as horas felizes de trabalho, estudo, yoga, massagem, dormir, bobeiras, pilates, comer, rir, cabelo, filmes, comprar, trabalhar mais, ler, amigos . É isso. Uma agenda enorme que a ocupa de ser ela e não sobra uma linha de dia pra lamentar existências alheias. Linda, ela segue.
Linda e feliz como nunca. O segredo do espelho, escovando os dentes, sozinha, aperta os olhos, segura a alma um pouco sem respirar. Segura a pasta pensando que é um pouco de alma consistente na boca. Não cospe, suporte. Ela pode finalmente suportar seu peso e não dividir isso nem com o ventinho que entra pela janela. Nem com o ralo que a espera boquiaberto. A sensação é a da manhã seguinte que o papai Noel deixava os presentes: não é mentira, é só um jeito de contar a verdade com algum encantamento.
domingo, 17 de julho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Momento mulherzinha: esmalte da semana

A Fernanda Reali é uma fofa, que organiza a blogagem coletiva dos esmaltes.
O desafio da Fer pra essa semana era esmalte + livro, porque não basta estar linda por fora, tem que estar por dentro também.
Estou usando nas unhas o Inocense, da Impala, um lilás meigo porque eu estou numa vibe meiga. O livro é o que eu que eu acabei de começar a ler, Vozes da Legalidade - Política e Imaginário na Era do Rádio, de Juremir Machado da Silva.
O livro conta como aconteceu o Movimento pela Legalidade, que garantiu, há 50 anos, a posse do então vice-presidente do Brasil, João Goulart, na Presidência, deixada vaga com a renúncia de Jânio Quadros. O governador do Rio Grande do Sul à epoca, Leonel Brizola, correligionário e cunhado de Jango, enfrentou os militares e montou uma rede de rádio, a partir dos porões do Palácio Piratini (sede do governo gaúcho), conclamando a população a não aceitar outra atitude que não a posse de Jango. Um momento marcante da história republicana do Brasil.
Lá no blog da Fer tem outros livros e esmaltes, confere lá!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Na selva
Manhã de segunda-feira, início de uma semana curtinha, dia nublado. Não sabia que me depararia com momento de falta de civilidade tão absurdo - como é absurda toda falta de civilidade.
Peguei minha lotação, como de costume. Faltando uns 10min para chegar ao meu destino, motorista da lotação tenta ultrapassar um Uno branco, que trafegava lentamente no meio da pista. Uno não dá o lado para a lotação. Lotação da sinal de luz. Nada. No próximo cruzamento, Uno corta a frente da lotação, parando no meio da rua. Motorista desce enfurecido, perguntando "pq está com tanta pressa?!". Ora, lotação tem hora para chegar e sair, não parece óbvio?! E começou o bate-boca. Eu ainda tentei dizer algo lógico, para que a civilidade prevalecesse: "ai, desvia desse doente e toca o barco, precisamos trabalhar". Solenemente ignorada.
Motorista do Uno do lado de fora, motorista da lotação do lado de dentro. Quando o da lotação levantou com o extintor de incêndio na mão, eu me assustei. Parecia cena de filme, surreal. Ele mesmo se deu conta do que poderia acontecer se usasse o extintor. Desistiu. Pegou um capacete que tinha ao lado do seu banco. E já desceu da lotação batendo.
Dois homens adultos engalfinhados no meio da rua, feito dois moleques. Porque um tentara passar pelo outro na rua. Pessoas como essas, se têm armas, atiram.
Enquanto eles se batiam, a outra passageira ligou para a Brigada Militar. Antes que chegasse, cinco cidadãos que assistiam à cena conseguiram separá-los. Motorista do Uno entrou em seu carro e foi embora. Motorista da lotação retomou a direção e seguiu seu caminho. Ambos amarrotados, sujos, tendo batido e apanhado. Será que se sentiram melhores?
Eu não. Me senti na selva. Não consegui sequer reagir à briga, de tão estupefata fiquei. Como é que dois seres humanos adultos praticam tamanha sandice, por motivo tão banal?! Como é que se agarram a socos e pontapés apenas porque estavam com pressa para chegar a algum lugar?! Como é que o trânsito vai funcionar se abriga selvagens como esses?!
E o pior: um deles é motorista P-R-O-F-I-S-S-I-O-N-A-L. Ou seja, está todos os dias nas ruas, sujeito a ser provocado, fechado, ultrapassado e etc. E como ficamos nós, passageiros, diante de tamanho descontrole?! E se o motorista do Uno tivesse uma arma? Eu estava sentada em frente à porta, confesso que fiquei com medo de ser atingida durante a briga.
Como minha obrigação de cidadã, registrei queixa sobre a atitude do motorista da lotação, que não poderia, de forma nenhuma e sob pretexto nenhum, ter aceito a provocação do outro. Provavelmente não dará em nada. Fica aqui o meu registro. E o meu protesto.
UPDATE
A Porto Seguro Seguros está fazendo a campanha Trânsito mais gentil. Muito apropriado. Muitos acidentes seriam evitados se as pessoas fosse apenas mais gentis umas com as outras, sem competir. Informações aqui.
Peguei minha lotação, como de costume. Faltando uns 10min para chegar ao meu destino, motorista da lotação tenta ultrapassar um Uno branco, que trafegava lentamente no meio da pista. Uno não dá o lado para a lotação. Lotação da sinal de luz. Nada. No próximo cruzamento, Uno corta a frente da lotação, parando no meio da rua. Motorista desce enfurecido, perguntando "pq está com tanta pressa?!". Ora, lotação tem hora para chegar e sair, não parece óbvio?! E começou o bate-boca. Eu ainda tentei dizer algo lógico, para que a civilidade prevalecesse: "ai, desvia desse doente e toca o barco, precisamos trabalhar". Solenemente ignorada.
Motorista do Uno do lado de fora, motorista da lotação do lado de dentro. Quando o da lotação levantou com o extintor de incêndio na mão, eu me assustei. Parecia cena de filme, surreal. Ele mesmo se deu conta do que poderia acontecer se usasse o extintor. Desistiu. Pegou um capacete que tinha ao lado do seu banco. E já desceu da lotação batendo.
Dois homens adultos engalfinhados no meio da rua, feito dois moleques. Porque um tentara passar pelo outro na rua. Pessoas como essas, se têm armas, atiram.
Enquanto eles se batiam, a outra passageira ligou para a Brigada Militar. Antes que chegasse, cinco cidadãos que assistiam à cena conseguiram separá-los. Motorista do Uno entrou em seu carro e foi embora. Motorista da lotação retomou a direção e seguiu seu caminho. Ambos amarrotados, sujos, tendo batido e apanhado. Será que se sentiram melhores?
Eu não. Me senti na selva. Não consegui sequer reagir à briga, de tão estupefata fiquei. Como é que dois seres humanos adultos praticam tamanha sandice, por motivo tão banal?! Como é que se agarram a socos e pontapés apenas porque estavam com pressa para chegar a algum lugar?! Como é que o trânsito vai funcionar se abriga selvagens como esses?!
E o pior: um deles é motorista P-R-O-F-I-S-S-I-O-N-A-L. Ou seja, está todos os dias nas ruas, sujeito a ser provocado, fechado, ultrapassado e etc. E como ficamos nós, passageiros, diante de tamanho descontrole?! E se o motorista do Uno tivesse uma arma? Eu estava sentada em frente à porta, confesso que fiquei com medo de ser atingida durante a briga.
Como minha obrigação de cidadã, registrei queixa sobre a atitude do motorista da lotação, que não poderia, de forma nenhuma e sob pretexto nenhum, ter aceito a provocação do outro. Provavelmente não dará em nada. Fica aqui o meu registro. E o meu protesto.
UPDATE
A Porto Seguro Seguros está fazendo a campanha Trânsito mais gentil. Muito apropriado. Muitos acidentes seriam evitados se as pessoas fosse apenas mais gentis umas com as outras, sem competir. Informações aqui.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Dia do Jornalista - parte 1
Esse blog anda desatualizado, eu sei. Há vários textos começados, uma hora eu termino.
Mas não vai ser hoje. Eu PRECISO compartilhar um e-mail que eu recebi hoje, 7 de abril, Dia do Jornalista. E ele não cabia no twitter!
Parabéns pelo dia do jornalista. Para mim tu és a jornalista!
Tenho muito orgulho da profissional das palavras e das letras que tu és. Continua. Vá em frente que a luta vai ficando mais difícil mas também as vitórias são mais compensadoras. Eu sempre aprendo contigo!
Gosto da tua pose, do teu texto, da tua segurança, da tua cultura e do teu conhecimento. Que bom que te ofereci revistinhas da Mônica....
Um grande beijo.
Sou tua fá numero um!
Mãe
Não é de chorar de fofo?!
Mãe, certamente és a minha maior incentivadora. Sempre. E sei que o hábito de ler jornais, revistas, livros e tudo que caísse na minha mão - fundamental para o exercício da profissão - adquiri contigo. Também o hábito de ser interessada, disposta para o trabalho, gentil no trato com os colegas e clientes. E muito outros hábitos. Muito obrigada.
Mas não vai ser hoje. Eu PRECISO compartilhar um e-mail que eu recebi hoje, 7 de abril, Dia do Jornalista. E ele não cabia no twitter!
Parabéns pelo dia do jornalista. Para mim tu és a jornalista!
Tenho muito orgulho da profissional das palavras e das letras que tu és. Continua. Vá em frente que a luta vai ficando mais difícil mas também as vitórias são mais compensadoras. Eu sempre aprendo contigo!
Gosto da tua pose, do teu texto, da tua segurança, da tua cultura e do teu conhecimento. Que bom que te ofereci revistinhas da Mônica....
Um grande beijo.
Sou tua fá numero um!
Mãe
Não é de chorar de fofo?!
Mãe, certamente és a minha maior incentivadora. Sempre. E sei que o hábito de ler jornais, revistas, livros e tudo que caísse na minha mão - fundamental para o exercício da profissão - adquiri contigo. Também o hábito de ser interessada, disposta para o trabalho, gentil no trato com os colegas e clientes. E muito outros hábitos. Muito obrigada.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Os donos da rua

Precisei ir a um compromisso na Assembleia Legislativa do Estado nesta sexta-feira (21), na hora do almoço. Fui de carro, já que às sextas-feiras o trânsito consuma ser tranquilo pelas redondezas. Eu disse "costuma".
Um lado da Praça da Matriz - onde se localiza a ALERGS - tem proibição de estacionar, por ser ponto de táxi e de ônibus. Mas ainda havia três lados!
Fui direto pra uma área em frente à Catedral, onde há uma placa informando que são permitidos apenas carros oficiais. Como já fiquei dezenas de vezes ali, com carro oficial, sem ter onde estacionar em função das dezenas de carros particulares, sabia que a placa era solenemente ignorada. Qual foi a minha surpresa quando um agente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) - os populares azuizinhos - não me deixou pôr o carro ali e nem passar para tentar encontrar outra vaga. Bom, versada nas artes da lábia, convenci o moço a, pelo menos, me deixar passar.
OK, vamos procurar uma vaga em frente ao Theatro São Pedro. Ali, a despeito de todas as vagas estarem desocupadas, caminhões da Brigada Militar, do Exército, ambulância e o que mais se puder imaginar de aparato militar impediam a aproximação.
Questinando um cidadão que se apresentou muito cheio de poderes, o rapaz fardado me explica que o espaço está bloqueado por uma questão de segurança nacional, visto que o vice-presidente da República encontra-se próximo (descobri depois que o Michel Temer estava na Assembleia recebendo uma medalha que tenho minhas dúvidas sobre o mérito, enfim...).
Enquanto eu fazia um milhão de perguntas, o tal fardado ameaça me prender por desacato à autoridade! Eles tomam conta da rua, não fazem nenhuma sinalização nem próximo ao local, e o cidadão que paga seus impostos - e, consequentemente, o salário daqueles todos - não pode sequer ser informado do que está acontecendo!
Fiquei muito indignada. OK que o vice-presidente precise de medidas de segurança - deve ter mesmo um monte de gente querendo atirar uma bomba nele, ainda mais depois de conhecerem a "viúva" -, mas o resto do mundo não pode parar por isso. É muito complicado colocar um agente orientando as pessoas?! Custava um mínimo de preocupação com quem não estava ali a passeio?!
sábado, 22 de janeiro de 2011
Blogagem coletiva - esmalte da semana: ROSA
ADOREI quando a @fernandareali comentou que o esmalte da blogagem coletiva era rosa. Tenho diversos tons - dos meigos Rosa Floral e Rosa Antigo, passando pelos avermelhados como Maria Flor e Grão de Café, até uns mais fiasquentos, tipo o Pop e Amor de Verão.
Como estamos no verão e eu estou, digamos assim, em "férias forçadas", resolvi colocar uma cor bem alegre, até para contrastar com o cinza deste fim de semana de chuva. Entre os meus candidatos, estavam Pop (Risqué), Rosa Pink (Colorama) e Amor de Verão (Impala).
Já que Valentina escolheu para as unhas dela o Rosa Pink, resolvi experimentar o Pop, único da coleção Pop4You da Risqué que eu ainda não tinha provado. Ficou assim:

Para ver mais unhas cor-de-rosa, é só ir lá no blog da Fernanda Reali!
Como estamos no verão e eu estou, digamos assim, em "férias forçadas", resolvi colocar uma cor bem alegre, até para contrastar com o cinza deste fim de semana de chuva. Entre os meus candidatos, estavam Pop (Risqué), Rosa Pink (Colorama) e Amor de Verão (Impala).
Já que Valentina escolheu para as unhas dela o Rosa Pink, resolvi experimentar o Pop, único da coleção Pop4You da Risqué que eu ainda não tinha provado. Ficou assim:

Para ver mais unhas cor-de-rosa, é só ir lá no blog da Fernanda Reali!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Podia ser com a minha família
Uma mulher está em uma festinha de verão, numa sede campestre qualquer, em um capital qualquer desse país. Viúva, 36 anos, cuida sozinha das duas filhas, de dez e seis anos, além de ser diretora de uma boa escola da cidade. Na festa, está acompanhada das filhas e mais alguns parentes. A menina mais velha brinca com outras crianças, até que jogam - por acidente ou naquelas brincadeiras idiotas de criança - areia em seus olhos. Ela corre para a mãe. Junta-se uma tia, também pedagoga, e vão levá-la ao Banco de Olhos para limpar melhor e garantir que não haja danos. No carro de trás, o restante da família: o marido da tia, a irmã da menina...
Uma mãe em alta velocidade. Uma filha que provavelmente chorava. Uma avenida recentemente recapeada. Curva acentuada. Poste e muro. Um carro entre eles. Duas pessoas arremessadas pela janela. Um presa nas ferragens. E três vidas vão embora.
Essa história aconteceu, mais ou menos assim, em Porto Alegre no último domingo (09). A foto é de como ficou o carro. Passei pelo local do acidente por acaso, logo após terem retirado os corpos. Em casa, à noite, via internet, descobri do que se tratava. E meu coração ficou pequeninho. Quantas de nós, mães, dirigiram de maneira imprudente para atender a um filho?! Quantas vezes dirigimos com filhos chorando, qualquer que fosse a causa do choro, desviando nossa atenção do trânsito?
Lá em casa, esse acidente serviu de alerta. Não importa o que há dentro do carro, o que há no nosso destino, o que há na nossa cabeça. Tudo pode esperar para chegarmos vivas e inteiras.
PS: O post é meio drámatico. Mas essa história não me saiu da cabeça. Pra completar, minha mãe entrou em um engavetamento com mais quatro carros na terça-feira (11). Só não teve consequências piores para ela porque, lembrando da história das duas professoras, ela resolveu se lixar pro atraso e dirigir com cautela. O carro ficou destruído na frente e atrás, está na oficina, seguro cobrindo tudo. Foram 9 pessoas, 5 carros e nenhum arranhão. Obrigada, Deus. Entendemos o recado.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Blogagem coletiva - esmalte da semana
As esmaltemaníacas do Twitter fazem postagens semanais sobre o esmalte da vez. Eu troco de esmalte umas três vezes por semana, mas capaz que eu ia deixar de participar!
A cor dessa semana era o amarelo. Eu tenho dois amarelos e estava louca pra provar um deles porque quero passar o reveillon com esmalte dessa cor - descobri, não sei onde, que o ano-novo deve ser em amarelos, dourados e branco - aproveitei o ensejo!
Como Valentina não pode me ver pintando a unha que também quer, nossa post é conjunto.

Este é o esmalte Amarelo Pop, da Colorama Camada Única. Achei pééééssimo de passar. Borra, mancha e só uma camada não fica suficiente. Além disso, é um amarelo corretivo! Bah, não deu, terminei de passar, tirei a foto e tirei o esmate.
Tirar o esmalte - outro dilema. O troço não sai! Gruda em tudo na unha, deixa tudo manchado. Enfim, horrível, não uso mais. Problema agora: o que fazer com um vidro inteirinho de esmalte de uma cor horrorosa?!?!
A cor dessa semana era o amarelo. Eu tenho dois amarelos e estava louca pra provar um deles porque quero passar o reveillon com esmalte dessa cor - descobri, não sei onde, que o ano-novo deve ser em amarelos, dourados e branco - aproveitei o ensejo!
Como Valentina não pode me ver pintando a unha que também quer, nossa post é conjunto.

Este é o esmalte Amarelo Pop, da Colorama Camada Única. Achei pééééssimo de passar. Borra, mancha e só uma camada não fica suficiente. Além disso, é um amarelo corretivo! Bah, não deu, terminei de passar, tirei a foto e tirei o esmate.
Tirar o esmalte - outro dilema. O troço não sai! Gruda em tudo na unha, deixa tudo manchado. Enfim, horrível, não uso mais. Problema agora: o que fazer com um vidro inteirinho de esmalte de uma cor horrorosa?!?!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Povo de virtudes
Uma das delícias do meu trabalho atual é poder visitar muitos dos 496 municípios do meu estado e ver como tem lugar lindo, gente trabalhadora e problemas a serem resolvidos.
Da Capital, acabamos traçando uma imagem na nossa cabeça de como é a vida, como são as pessoas, como vivem em cada região desse estado que é quase um país de tão grande e diverso. E essa imagem geralmente é apenas um pré-conceito. Há sempre pobres e ricos, brancos e negros, assistidos pelo estado ou não. E é muito bacana conhecer esse outro lado, por trás do cartão postal.
Tenho visitado os bairros mais violentos de cada município. E seja em Santa Cruz do Sul, Santo Angelo, São Luiz Gonzaga, Pelotas, Esteio, Alvorada, Montenegro ou Torres, seja nas Missões, Litoral, Região Metropolitana ou Zona Sul, há pessoas trabalhando para melhorar a vida naquelas comunidades. Há sorrisos nos rostos das crianças. Há esperança.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Mães blogueiras, mães protetoras

Uma das coisas que me deixa mais irada em jornalistas - tá, e nas pessoas em geral - é falta de ética. Quando a atitude antiética é contra coisas em que eu acredito, aí eu fico FULA.
Imagina só o seguinte diálogo, que aconteceu mais ou menos assim:
A "jornalista": - Oi, Mãe Fulana, eu sou Luisa Alcantara e Silva, da Folha de São Paulo, e estou fazendo uma matéria a respeito das mães que mantêm blogs sobre os seus filhos. Você pode me dar uma entrevista?
A Mãe Fulana, mega feliz de divulgar uma coisa tão querida por ela e tão importante para o seu próprio aprendizado como mãe, responde: - Claro, querida, venha na minha casa que conversamos.
Após isso, a Mãe Fulana se depara com esta matéria: Mães colocam crianças em "Baby Brother" na internet; especialistas criticam. Oi? Fácil imaginar como esta mãe está se sentindo.
Luisa tinha todo o direito de fazer sua matéria, inclusive alertando para os riscos da exposição das crianças - coisa com que todas nós, mães blogueiras, nos preocupamos. Mas ela não podia ter enganado a fonte dela! Luisa moldou as falas à sua pauta, enquanto deveria fazer o contrário. Se a Giovana soubesse que o foco da matéria era esse, poderia ter explicado os cuidados que ela toma, a preocupação que ela tem. Mas a tal da jornalista simplesmente ignorou isso, esquecendo o preceito mais básico do jornalismo: ouvir o outro lado. Ela não ouviu o lado da Giovana. Simplesmente, com seu texto, a acusou de - no mínimo - leviana, sem nem chance para ela se defender. Essa profissional conseguiu contrariar os princípios éticos do jornalismo e das mães de uma tacada só!
Escrevemos em blogs para trocar ideias e experiências, para vermos que não estamos doidas - pelo menos, não sozinhas - ao passar por todos os desafios da maternidade. Fazemos isso por nossos filhos, justamente para educá-los de uma maneira melhor. (Nossa, eu já aprendi tanto com minhas amigas virtuais que teria que fazer uma sequência de posts só para contar os cases.) É claro que a segurança e a preservação da intimidade deles nos preocupa, falamos sobre isso também. E gostaríamos de ter orientações adequadas a respeito. A-D-E-Q-U-A-D-A-S, não com o preconceito e a falta de conhecimento que demonstraram os especialistas consultados pela Folha.
Esperamos que, na próxima vez que for escrever uma matéria, Luisa tenha mais cuidado.
Indignação coletiva
Temos uma rede de mães que se comunica por twitter e blogs e o grupo todo se solidarizou com a Giovana. Várias menções das twiteiras e posts nos blogs, afinal todas nós nos sentimos desrespeitadas. Abaixo, alguns textos:
- O caso Giovana - por Dani Donda
- Um protesto em favor de todas as mães blogueiras, por Calu, da Rede Mulher & Mãe
- Protesto em favor das mães blogueiras, por Keka
- Pseudojornalistas, por Nanda Becker
- Sou mãe. Sou blogueira. Com muito orgulho., por Tatiana Alves Passagem
UPDATE:
A ombudsman da Folha, Suzana Singer, respondeu e-mail da Tatiana Passagem sobre o assunto e pediu esclarecimentos. Na edição deste domingo, publicaram um mea culpa. Achei bacana a iniciativa: se erraram, é bom reconhecer. Aqui post da Rede Mulher & Mãe com a matéria!
Imagina só o seguinte diálogo, que aconteceu mais ou menos assim:
A "jornalista": - Oi, Mãe Fulana, eu sou Luisa Alcantara e Silva, da Folha de São Paulo, e estou fazendo uma matéria a respeito das mães que mantêm blogs sobre os seus filhos. Você pode me dar uma entrevista?
A Mãe Fulana, mega feliz de divulgar uma coisa tão querida por ela e tão importante para o seu próprio aprendizado como mãe, responde: - Claro, querida, venha na minha casa que conversamos.
Após isso, a Mãe Fulana se depara com esta matéria: Mães colocam crianças em "Baby Brother" na internet; especialistas criticam. Oi? Fácil imaginar como esta mãe está se sentindo.
Luisa tinha todo o direito de fazer sua matéria, inclusive alertando para os riscos da exposição das crianças - coisa com que todas nós, mães blogueiras, nos preocupamos. Mas ela não podia ter enganado a fonte dela! Luisa moldou as falas à sua pauta, enquanto deveria fazer o contrário. Se a Giovana soubesse que o foco da matéria era esse, poderia ter explicado os cuidados que ela toma, a preocupação que ela tem. Mas a tal da jornalista simplesmente ignorou isso, esquecendo o preceito mais básico do jornalismo: ouvir o outro lado. Ela não ouviu o lado da Giovana. Simplesmente, com seu texto, a acusou de - no mínimo - leviana, sem nem chance para ela se defender. Essa profissional conseguiu contrariar os princípios éticos do jornalismo e das mães de uma tacada só!
Escrevemos em blogs para trocar ideias e experiências, para vermos que não estamos doidas - pelo menos, não sozinhas - ao passar por todos os desafios da maternidade. Fazemos isso por nossos filhos, justamente para educá-los de uma maneira melhor. (Nossa, eu já aprendi tanto com minhas amigas virtuais que teria que fazer uma sequência de posts só para contar os cases.) É claro que a segurança e a preservação da intimidade deles nos preocupa, falamos sobre isso também. E gostaríamos de ter orientações adequadas a respeito. A-D-E-Q-U-A-D-A-S, não com o preconceito e a falta de conhecimento que demonstraram os especialistas consultados pela Folha.
Esperamos que, na próxima vez que for escrever uma matéria, Luisa tenha mais cuidado.
Indignação coletiva
Temos uma rede de mães que se comunica por twitter e blogs e o grupo todo se solidarizou com a Giovana. Várias menções das twiteiras e posts nos blogs, afinal todas nós nos sentimos desrespeitadas. Abaixo, alguns textos:
- O caso Giovana - por Dani Donda
- Um protesto em favor de todas as mães blogueiras, por Calu, da Rede Mulher & Mãe
- Protesto em favor das mães blogueiras, por Keka
- Pseudojornalistas, por Nanda Becker
- Sou mãe. Sou blogueira. Com muito orgulho., por Tatiana Alves Passagem
UPDATE:
A ombudsman da Folha, Suzana Singer, respondeu e-mail da Tatiana Passagem sobre o assunto e pediu esclarecimentos. Na edição deste domingo, publicaram um mea culpa. Achei bacana a iniciativa: se erraram, é bom reconhecer. Aqui post da Rede Mulher & Mãe com a matéria!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Adeus ao alicate

Eu amo esmaltes. Descobri essa variedade incrível de cores e possibilidades que o mercado está despejando no colo das mulheres de uns tempos pra cá e me viciei, tipo assim como viciei no Twitter! E é de lá que vêm muitas das informações que eu recebo sobre novidades, tendências, avaliações, etc.
Existem diversos sites e blogs sobre o assunto na web, é só procurar. O meu blog referência é o Unha Bonita, da Daniele Honorato. Dá vontade de ficar amiga dela de tão fofa que ela é. E a guria é DOIDA por esmaltes, realmente doida - são mais de mil vidrinhos. Ela posta lançamentos, experimenta cores, dá dicas, superbacana mesmo.
Então, lá no UB eu sempre lia ela comentar sobre o fato de não tirar as cutículas com alicate. E ficava meio curiosa. Pô, a peça chave de qualquer manicure é o alicate, não?! Pois é, talvez não. Segundo a Dani, existem um monte de vantagens em não tirar a cutícula, sendo uma delas a diminuição no tempo que leva para fazer as unhas. Eu sempre gostei de tirar a cutícula, cavocar com o alicate, acabava deixando os dedos machucados e feios. Além disso, as cutículas em ordem são fundamentais para um bom acabamento da pintura. Bom, claro que me interessei.
Li o post dela sobre o tema (clica aqui e lê também!) e segui o passo a passo no fim de semana. Hoje é quarta e eu consegui ainda não mexer nas minhas cutículas. Sabe que elas nem estão tão imensas e esquisitas como eu achei que ficariam?! Vou continuar firme no propósito de não tirar as cutículas. Se até o fim do verão eu resistir e concordar que fica bom, adoto de vez a técnica e adeus ao alicate
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Parando o tempo
Terça-feira, 7h, eu acordo sem esperar o despertador tocar. Naquela preguicinha do início do dia, fico uns minutinhos rolando na cama. De repente, escuto baixinho "mamãe?!". É a senha para levantar e visitar o quarto ao lado. Valentina já está acordada, sentada na cama, fazendo perguntas. Sim, ela tem só dois anos, mas já é uma matraca. Fiquei ali com ela um pouquinho, conversando, até ela pedir o tradicional chazinho da manhã, que eu já tinha deixado pronto, na minha mesa de cabeceira.
Lá fomos nós duas para a minha cama. Deitei de novo, dei o chazinho e fiquei ali,curtindo o cafuné mais delicioso, que só aquelas mãozinhas miúdas, gordinhas e macias conseguem fazer. Que delícia. Curtimos a presença uma da outra. Cantamos, conversamos.
Claro que, depois, precisei dar uma certa corrida pra não me atrasar, mas tudo bem: valeu cada segundo.
Lá fomos nós duas para a minha cama. Deitei de novo, dei o chazinho e fiquei ali,curtindo o cafuné mais delicioso, que só aquelas mãozinhas miúdas, gordinhas e macias conseguem fazer. Que delícia. Curtimos a presença uma da outra. Cantamos, conversamos.
Claro que, depois, precisei dar uma certa corrida pra não me atrasar, mas tudo bem: valeu cada segundo.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Amamentação: eu sou a favor
Rolou um papo via twitter hoje sobre amamentação - ou a falta de. Uma estudante de medicina, mãe, estaria dando complemento para o seu bebê por considerar o próprio leite fraco. Galera, não existe leite fraco!!! O leite da mãe é na medida da necessidade do filho e a produção de adapta ao consumo.
Fico CHOCADA quando sei de notícias como essa. Aliás, sempre que vejo qualquer mãe com dificuldade para amamentar, me dá vontade de passar uma semana com ela, todos os dias, para dar um jeito de ela conseguir.
Minha mãe diz que eu sou exagerada, que nem todo mundo amamentou com a facilidade que eu. De fato, eu tive muito leite. Não, eu tive MUUUUITO leite. Horrores. Se Valentina começava a mamar e largava o peito pra olhar pro lado, ficava jorrando. Tinha vezes que eu até me irritava porque sujava todas as minhas blusas e aquelas conchas só pioravam, porque pressionavam exatamente onde mais fazia sair leite. Devido ao excesso de leite, tive três mastites, de precisar tomar antiinflamatório e antibiótico, e uma vez, aos dois meses da Vale, tive fissura no bico do seio. E isso dói.
Apesar dos perrengues - e das restrições que isso significa -, amamentei até a Valentina ter um ano e meio. E não me arrependo. Apesar de ter nascido prematura, ela é uma criança forte, saudável, que come de tudo. E continua tomando leite como uma terneirinha. E era delicioso amamentá-la.
Mas eu desconfio que, exceto nos casos de doenças, deformidades e afins (conforme pode-se ler neste ótimo post), a principal causa das mães não amamentarem está nas suas cabeças. Seja pelos mitos que escutaram, pela falta de apoio do pai e de toda a família, pelos atropelos do início. Sim, nas primeiras vezes, seu útero volta para o tamanho usual com mais força durante a amamentação e dá uma coliquinha, mas eu garanto que passa rápido. Sim, nas primeiras sugadas do seu filho, vai dar uma doída, mas é pouco e também passa. Sim, dá muuuuita sede. E muuuita fome. Não, nem sempre você está com paciência de ficar 30, 40 min paradíssima sentada para que seu filho conclua a refeição. Mas isso é tão pouco perto da delícia de amamentar e do bem que faz para o bebê que qualquer mãe precisa experimentar! Mas experimentar mesmo, com vontade, com alegria, com fé, com cuidado.
E se ainda assim não rolar, paciência. Você não vai ser menos mãe por não ter conseguido. Talvez seja por não ter tentado.
Fico CHOCADA quando sei de notícias como essa. Aliás, sempre que vejo qualquer mãe com dificuldade para amamentar, me dá vontade de passar uma semana com ela, todos os dias, para dar um jeito de ela conseguir.
Minha mãe diz que eu sou exagerada, que nem todo mundo amamentou com a facilidade que eu. De fato, eu tive muito leite. Não, eu tive MUUUUITO leite. Horrores. Se Valentina começava a mamar e largava o peito pra olhar pro lado, ficava jorrando. Tinha vezes que eu até me irritava porque sujava todas as minhas blusas e aquelas conchas só pioravam, porque pressionavam exatamente onde mais fazia sair leite. Devido ao excesso de leite, tive três mastites, de precisar tomar antiinflamatório e antibiótico, e uma vez, aos dois meses da Vale, tive fissura no bico do seio. E isso dói.
Apesar dos perrengues - e das restrições que isso significa -, amamentei até a Valentina ter um ano e meio. E não me arrependo. Apesar de ter nascido prematura, ela é uma criança forte, saudável, que come de tudo. E continua tomando leite como uma terneirinha. E era delicioso amamentá-la.
Mas eu desconfio que, exceto nos casos de doenças, deformidades e afins (conforme pode-se ler neste ótimo post), a principal causa das mães não amamentarem está nas suas cabeças. Seja pelos mitos que escutaram, pela falta de apoio do pai e de toda a família, pelos atropelos do início. Sim, nas primeiras vezes, seu útero volta para o tamanho usual com mais força durante a amamentação e dá uma coliquinha, mas eu garanto que passa rápido. Sim, nas primeiras sugadas do seu filho, vai dar uma doída, mas é pouco e também passa. Sim, dá muuuuita sede. E muuuita fome. Não, nem sempre você está com paciência de ficar 30, 40 min paradíssima sentada para que seu filho conclua a refeição. Mas isso é tão pouco perto da delícia de amamentar e do bem que faz para o bebê que qualquer mãe precisa experimentar! Mas experimentar mesmo, com vontade, com alegria, com fé, com cuidado.
E se ainda assim não rolar, paciência. Você não vai ser menos mãe por não ter conseguido. Talvez seja por não ter tentado.
sábado, 9 de outubro de 2010
Vergonha pra "mui leal e valerosa"

Hoje, pela primeira vez, eu tive vergonha de ser portoalegrense. Muita vergonha.
Nesta sexta-feira (08/10), estreou em Porto Alegre a Cow Parade - um evento de arte mundial em que "esculturas de vacas em fibra de vidro são decoradas por artistas locais e distribuídas pelas cidades, em locais públicos como estações de metrô, avenidas e parques. Após a exposição, as vacas são leiloadas e o dinheiro é entregue para instituições de beneficentes", segundo o site do próprio evento.
As vaquinhas já visitaram mais de 50 cidades no mundo todo, incluindo Londres, Paris, São Paulo e Rio de Janeiro.
Em Porto Alegre, uma situação inédita: sumiu uma vaca. Isso mesmo, uma exposição que já esteve no "violentíssimo" Rio de Janeiro, foi ter uma das obras de arte surrupiadas aqui, na leal e valerosa Porto dos Casais.
Quando li a notícia pelo Twitter, fiquei chocada, achei que era alguma brincadeira. Mas não: a vaca instalada na praça na Cel. Genuíno com a José do Patrocínio sumiu.
Estou torcendo para que tenha sido obra de algum gaiato, que amanhã a pobre vaquinha aparecerá novamente, lépida e faceira. Enquanto isso não acontece, morro de vergonha.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Ai lóvu tu
Faz um tempinho já que não posto, mas tem textos sendo gestados, logo eles nascem por aqui.
Enquanto isso, posto um trecho de Pra você guardei o amor, do último CD do Nando Reis & os Infernais, Drês, show que assisti no Opinião na última semana. Assisti é jeito de falar, né, porque toda a minha altura me permitiu ouvir o Nando Reis, jamais vê-lo. Enfim. Valeu.
Esse trecho da música é uma homenagem à minha filha, Valentina.
Vale, esse titio escreveu exatamente o que a mamãe sente por ti. Um amor enorme, que estava guardadinho para quando tu chegasse. E tu chegou e esse amor transbordou. Bom, deixa o tio Nando Reis falar que ele é melhor nisso que a mamãe, tá?! Te amo. (ao que Vale geralmente responde "Ai lóvu tu"!)
PRA VOCE GUARDEI O AMOR QUE NUNCA SOUBE DAR O AMOR QUE TIVE E VI SEM ME DEIXAR
SENTIR SEM CONSEGUIR PROVAR
SEM ENTREGAR E REPARTIR
PRA VOCE GUARDEI O AMOR QUE SEMPRE QUIS MOSTRAR O AMOR QUE VIVE EM MIM VEM VISITAR
SORRIR VEM COLORIR SOLAR
VEM ESQUENTAR E PERMITIR
QUEM ACOLHER O QUE ELE TEM E TRAZ QUEM ENTENDER O QUE ELE DIZ NO GIZ DO GESTO
O JEITO PRONTO DO PISCAR DOS CÍLIOS
QUE O CONVITE DO SILENCIO EXIBE...
Para ver/ouvir a música toda, clica aqui!
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