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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Para o Ano Novo...

MC querida, dá licença, mas vou copiar. By Fernanda Young.

Para o Ano Novo...

E aí, quais são as novidades? Vai se fazer de misterioso mais uma vez? Ando curiosa para saber o que você pretende comigo.
Não quero parecer ansiosa, mas estou contando os dias para a sua chegada. Acho até que vou colocar uma roupa nova para esperar você na entrada; faço questão de que me encontre bonita.
Para começarmos com o pé direito, como você gosta, vou comprar uma garrafa de champanhe; brindaremos à nossa saúde no momento em que cruzarmos os olhos. Feliz - é assim que eu o quero, Ano Novo, e farei tudo ao meu alcance para que isso seja possível. Se dependesse de mim, sua estadia entre nós seria uma alegria após a outra. Receio, porém, que de mim pouco dependa.
Por exemplo, sendo você ano de eleições, haveremos de manter contato com as duas piores coisas que existem no nosso país: os políticos e os horários políticos obrigatórios. É realmente uma pena que você e o Ano Velho não tenham chance de se encontrar, pois ele, que está de saída, poderia lhe contar como ficou marcado para sempre pela corja da corja que aqui ele conheceu. Ou há gente pior do que a que rouba de hospitais públicos e depois se faz de vítima nos palanques?
Pois bem, fora essas e mais uma meia dúzia de prováveis tragédias mundiais, não prevejo outros problemas no decorrer de sua presença. Na verdade, com a quantidade de festejos e comemorações com que o enchem aqui no Brasil, você passa entre nós quase sem ser percebido. Quando começarmos a nos restabelecer das festas da sua chegada, já estaremos no Carnaval. Depois, vem o feriado da Semana Santa, e aí são as férias de julho, e, de repente, você já está arrumando as malas para ir embora.
Falando nisso: gostaria de dizer que eu não tenho expectativas em relação ao que você vai me trazer, mas tenho. Principalmente porque você sabe tudo de que eu preciso e tem espaço suficiente para que várias dessas coisas caibam.
Sabe também que eu não sou muito fã de surpresas, então não se esforce demais para me surpreender. Se por acaso me trouxer algumas más notícias, tudo bem, mas tente não ser abrupto. Sei que vários problemas estão fora do seu alcance; portanto, prometo não me aborrecer caso algo não venha como eu esperava.
Traga o que trouxer - fique tranqüilo -, você será recebido com foguetes. Pois sua chegada, sempre tão pontual e garantida, com suas promessas, sempre tão amplas e verdadeiras, renova, em todos nós, a esperança que vai-se embora, um pouco, a cada dia.

E, ai, ai, ai ai, está chegando a hora.

P.S.: caso venha com muito dinheiro no bolso, conforme espero, cuidado com os assaltos.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

O rancor e o perdão

Sempre achei que o pior sentimento que alguém poderia ter em relação a outra pessoa é a raiva. Andei revendo meus conceitos e percebi que existe um pior. Mais maléfico, mais difícil de curar, mais doentio: o rancor.
O rancor freqüentemente - e, talvez, exatamente por isso seja tão nefasto - está associado à raiva e à mágoa. Segundo o Instituto Marla Gass de Pesquisa sobre Relações Humanas, predispõe ao desenvolvimento de gastrite, palpitação, arritmia cardíaca, úlcera. Corrói as relações, apaga as lembranças boas, torna as pessoas mais amargas. Dá dor no peito e no estômago. Faz mal.
A cura, conforme o IMGPRH, vem do perdão. Do perdão aos seus erros e aos alheios. Da compreensão de que, a princípio, todo mundo quer fazer o melhor que puder. E que, às vezes, o entendimento sobre o que é o melhor seja diferente. E, ainda, mesmo que não se tenha tentado ser bom, isso não faz diferença. A diferença é como a gente resolve enxergar cada situação.
Perdoar não é fácil. É um processo lento, gradual, que exige esforço, um certo grau de desprendimento e altas doses de compaixão. Mas é necessário. E faz com que se comece cada ciclo com o aprendizado genuíno. E nada mais. Porque nada mais é necessário.

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